Weby shortcut
Icone Instagram
Icone Linkedin
Icone YouTube
Universidade Federal de Goiás
Palestra antirracismo Semana Nacional do Livro

Biblioteca precisa ser lugar de debate contra o racismo

Criada em 01/11/19 13:51. Atualizada em 05/11/19 14:10.

Professor destaca necessidade que bibliotecas promovam a discussão do tema continuamente

Caio Henrique

“Não basta apenas disponibilizar o material para o acesso. A biblioteca é um lugar de debate. E é o debate que permite a troca de informações e experiências, que por sua vez, permitem uma formação contra as intolerâncias. É necessário trazer as pessoas pra dentro desse debate, para que contribuam com o movimento”, ressalta o professor Erinaldo Dias Valério, do curso de Biblioteconomia da Faculdade de Informação e Comunicação da UFG. Para ele é importante promover o diálogo e debate nesses ambientes, para que os livros tenham contexto e procura por parte dos estudantes. Ideias como essas podem aprimorar o papel da biblioteca na luta antirracista, tema da palestra ministrada pelo professor e parte da Semana Nacional do Livro nas Bibliotecas da Universidade Federal de Goiás, no dia 30 de outubro. 

Palestra antirracismo Semana Nacional do Livro

O professor faz parte do Núcleo Brasileiro Latino América e Caribenho de Estudos em Relações Raciais, Gênero e Movimentos Sociais (NBLAC), além de desenvolver diversas pesquisas no âmbito do movimento social negro. “No nosso país não podemos ser apenas não-racistas, precisamos ser antirracistas. E isso se aplica para a formação da biblioteca também”, explicou o docente.

Erinaldo Dias Valério

Durante a palestra, Erinaldo Dias citou a Lei nº10.639/03, que torna obrigatório o ensino da história e cultura africana e afro-brasileira em escolas públicas e privadas, do ensino fundamental ao médio. O especialista destacou a importância das bibliotecas conterem um acervo com essa temática, desde o período inicial de aprendizagem. “A biblioteca tem a capacidade de fazer algo diferente: combater o racismo desde a base escolar, através do conhecimento e autorreconhecimento das próprias pessoas negras”, explicou.

Fonte: Secom UFG

Categorias: Humanidades